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São João de Acre, cabo norte do golfo de Haifa, 14 de setembro de 1214. O patriarca latino de Jerusalém, Alberto Avogrado, avançava em procissão, rodeado de cônegos do Santo Sepulcro e de outros clérigos, celebrando a festa da Exaltação da Santa Cruz, na qual participava toda a comunidade “franca”, ou seja, os cristãos latinos e outros cidadãos atraídos pelo acontecimento. De repente, uma pessoa da multidão atirou-se contra o patriarca, ferindo-o de morte. O homicida, que era o professor do hospital do Espírito Santo, quis vingar-se por ter sido destituído de sua função por motivos de imoralidade.

Assim morreu o patriarca Alberto, vítima de seu compromisso com uma igreja fiel ao Evangelho. Descendente dos Avogrado, de uma família de classe média, nascera uns 60 anos antes, por volta do ano 1150, provavelmente em Castel Gualtieri, na que hoje é província de Regio Emilia, naquele tempo território piemontês identificado com vários nomes: Lombardia, Itália… Sendo um jovem de 20 anos, depois de acabar os primeiros estudos de direito, optou pela vida religiosa: não por uma carreira eclesiástica cômoda, prometedora e remunerativa, mas pela austera vida comunitária dos Cônegos Regulares de Mortara, que se ocupavam da vida comunitária de pobreza e de oração litúrgica coral unida ao serviço pastoral. Tornou-se um intérprete autorizado se sua regra de vida, até ao ponto de obter a confiança de seus superiores e dos irmãos para converter-se em mestre de noviços e, posteriormente, prior, em 1180.

A fama de Alberto cresceu até ao ponto de, em 1184, ter sido eleito bispo de Bobbio, onde só permaneceu alguns meses, já que, no ano seguinte, foi destinado a presidir a igreja de Vercelli, onde permaneceu uns vinte anos. Este período foi rico em atividade pastoral e diplomática, aspectos fortemente unidos em sua vida. De fato, ele não só presidia a diocese, mas também representava o imperador, em cujo nome governava o condado de Vercelli. Sendo bispo acompanhou a igreja eusebiana na celebração de um sínodo diocesano (1191), no qual nasceram novos estatutos, fruto, ao menos em boa parte, da clarividência e da competência do próprio bispo. Esta antiga legislação, desafortunadamente desaparecida, esteve em vigor ao menos até o início do século XVII, sendo modelo de concreção e flexibilidade. Alberto teve outra preocupação, a formação do clero diocesano. Foi muito valorizado pelos papas, os quais enviaram-no como mediador para dirimir desavenças entre os bispos e os capítulos dos cônegos ou entre as dioceses vizinhas. Estes foram também anos de intensa atividade política: como bispo-conde manteve sempre boas relações com os imperadores Frederico I “Barbarocha” e seu filho Henrique IV, a quem acompanhou muitas vezes em suas viagens para Itália. Não foi fácil a relação com o município de Vercelli, cuja conhecida notoriedade ia crescendo. A sabedoria e a competência jurídica de Alberto também tornaram-se visíveis por ocasião da reforma dos estatutos dos capítulos dos Cônegos de Biella e Santa Ágata e Santa Maria Maggiore de Vercelli. O bispo também foi requerido para colaborar na revisão das constituições dos Humilhados, a nova ordem religiosa composta por leigos em continência e sacerdotes.




Todas estas atividades, junto com sua fama de homem espiritual, fizeram que os cônegos do capítulo do Santo Sepulcro sugerissem o seu nome ao papa para ser patriarca de Jerusalém. Inocêncio III (1198-1216) acolheu a proposta e, depois de vencer sua resistência como candidato, enviou-o como patriarca de Jerusalém e legado papal para a província da Terra Santa. Nos primeiros meses de 1206, Alberto permaneceu em São João de Acre, sede provisória do patriarcado, por estar impedida a entrada e a residência em Jerusalém, que estava em mãos dos sarracenos. Em seguida, ocupou-se em melhorar a situação da Igreja latina na Terra Santa. Como legado papal interviu no nomeamento de bispos e fomentou o diálogo com os sarracenos e entre os diversos grupos e autoridades cristãs.

Nessa ocasião, o reino latino de Jerusalém se limitava a pouco mais da costa do golfo de Haifa aos territórios libaneses e à ilha de Chipre. Depois da batalha de Hattin (1187) o domínio sarraceno fora restabelecido em quase toda a Terra Santa. Entre os territórios dominados pelos “francos” ficou o promotório do Carmelo. Justamente em sua vertente ocidental sul, no vale do Peregrino (la Wadi ‘ ain es Siah), nas ruínas da antiga capela bizantina, depois de 1189, estabeleceu-se um grupo de peregrinos latinos que se propuseram viver como eremitas em santa penitência.

Formavam uma de tantas comunidade nascidas durante aqueles anos na terra fecunda de uma sociedade em movimento e de uma Igreja em efervescência pelos interrogantes sobre a essencialidade, a simplicidade e a radicalidade de vida. A sociedade ocidental estava em profunda transformação: as antigas estruturas feudais, fechadas e baseadas numa agricultura de subsistência como mínimas mudanças sociais, iam dando espaço a novas aglomerações urbanas cujo centro vital era o mercado, o bispado, a administração municipal e inclusive a universidade. Novos grupos sociais compostos por mercadores, artesãos, profissionais, iam substituindo as antigas estratificações sociais dos cavaleiros e camponeses. Inclusive na própria Igreja, pululavam os movimentos de opção pela pobreza e os “evangélicos”, que eram pregadores populares que com frequência percorriam amplas regiões, alimentando a fome da Palavra de Deus; além desses, ainda havia os eremitas solitários e em grupo, que se estabeleciam em lugares desérticos, passando a ser um atrativo para muita gente. O desejo espiritual de uma vida cristã mais substancial e baseada no Evangelho mesclou-se com a explosão demográfica, o crescimento da riqueza e, como causa disto, as diferenças sociais, o aumento da cultura universitária, a mobilidade social e outros fatores, provocando uma imponente marcha à Terra Santa, o que levou às cruzadas. O desejo de trasladar-se àquela Terra para encontrar o Senhor, visitando os lugares de sua vida terrena, provocara efetivamente um movimento intenso no povo, que se transformou na peregrinação armada chamada cruzada.

Neste contexto nasceu a comunidade dos Irmãos Eremitas do Carmelo. Alberto lhes escreveu a Fórmula de Vida, autêntica coluna vertebral da vida carmelitana, que passou a ser a Regra Carmelita. Uma breve carta na qual se descrevia em poucas linhas seu propósito, ou seja, a vida e a fisionomia por as quais o grupo se decidira. Pretendiam ser uma fraternidade de eremitas obedientes ao prior, reunidos em torno de Jesus Cristo, em contínua e orante meditação de sua Palavra, alimentados pela Eucaristia, em silêncio, trabalho, pobreza, discernimento e diálogo fraterno.

Nela aparece, pela primeira vez, o DNA do grupo, ou seja, o carisma. Este era formado por dois elementos essenciais da vida cristã e religiosa, porém combinados de uma maneira original. Caridade, oração, centralidade de Cristo, serviço e algum outro elemento da vida espiritual, tudo isto articulado de maneira harmoniosa tal que proporcionava ao grupo e aos seus membros a graça de permanecerem em constante busca do rosto de Cristo, para serem transformados pelo Espírito e viverem em plena comunhão com o Pai e também com os irmãos. O ícone ideal da primeira comunidade de Jerusalém, como é descrito nos Atos dos Apóstolos ( 2,42-47; 4,32-35; 5, 12-16) constituía a firme referência estrutural dos primeiros Carmelitas. É difícil saber se a ideia foi sugerida por eles ou por Alberto, porém é certo que a composição da Fórmula de Vida e a articulação dos elementos são do patriarca.

Alberto, sem que saibamos de que modo, porém certamente em diálogo com os próprios irmãos, conseguiu harmonizar as diversas aspirações que aparecem na Fórmula de Vida. Antes de tudo, aparece o forte chamado a seguir Jesus justamente ali onde ele viveu, consumou seu sacrifício e ofereceu a vida por sua ressurreição: este era o ideal da peregrinação a Jerusalém, contido na tradição cristã. Tratava-se de um caminho de transformação contínua, que conduzia os eremitas a fazer a experiência de ressuscitar da morte, a passar da vida carnal à espiritual. Deste modo, os carmelitas se fizeram irmãos, capazes de construir uma comunidade na qual é possível encontrar o Senhor e estar dispostos para servir os irmãos e irmãs do povo de Deus. Tinham o desejo de seguir Jesus na pobreza apostólica, como sinal da essencialidade da vida e da radical dependência de Deus, próprio de muitos movimentos do tempo que optavam pela pobreza. Havia um chamado à solidão do deserto, mesmo que mitigado por elementos comunitários e cenobíticos, que expressava o desejo de buscar o Senhor como o absoluto, para permanecer na intimidade com Ele. Havia a exigência da luta espiritual expressa no convite a revestir-se da armadura espiritual (Ef 6,11-17): uma interessante releitura da mentalidade do momento imbuída dos ideais cavalheirescos e do espírito da cruzada. O desejo de contribuir com a reforma da Igreja se expressou na escolha por venerar a Maria, a Mãe do Senhor, a Senhora do Lugar, ou seja do próprio Carmelo e da Terra Santa, conquistada pelo sangue de seu Filho: a ela foi dedicada a capela construída no meio das celas dos irmãos. Esta devoção mariana inicial continha todos os elementos que se desenvolveram ao longo da multissecular história da Ordem. À semelhança da escolha do modelo ideal do profeta Elias, ao qual estava unido o lugar no qual se estabeleceram os eremitas – “junto à fonte”, chamada popularmente de Fonte Elias -, a devoção mariana passou a ser motivo de identificação e chamado à dimensão profética ou seja, ao anúncio livre e visível do quanto Deus quer para a história humana.

Alguns autores têm tentado definir a contribuição específica de Alberto e seu papel na fundação do Carmelo; porém são somente hipóteses baseadas em provas frequentemente frágeis e não sempre suficientemente verificadas. Se bem que seja plausível atribuir a Alberto a redação da carta que contém a Fórmula de Vida (isto nunca foi posto em dúvida pelas fontes), e, além disso, se possa atribuir a Alberto as citações bíblicas diretas ou indiretas (são tantas que alguém chegou a dizer que a Fórmula de Vida se apresenta como fruto de uma lectio divina), sem embargo não se pode afirmar com certeza que partes ou que conselhos são fruto exclusivo da mente e do coração do patriarca e quais do desejo dos próprios eremitas. De fato, estes já viviam no Carmelo e haviam dado uma forma inicial a seu propositum (Regra 3). Ainda assim, creio que se pode atribuir à experiência de Alberto, cônego da Santa Cruz de Mortara, ao menos a indicação de São Paulo como modelo (Regra 20): um dom específico do patriarca Alberto aos Carmelitas. A menção do apóstolo foi, de maneira mais ou menos consciente, de grande ajuda para os irmãos na hora de orientar-se para o apostolado explícito e direto, sem que por isso fosse desprezada a dimensão contemplativa carismática, originária e própria. Por outra parte, o mesmo Paulo foi também um místico (cfr. 2Cor 12,1-10) e um homem de profunda oração (Rom 16,25-27; 2Cor 2,1; Ef. 3,14-21). Da mesma maneira se pode manter que é uma herança de Alberto a forte dimensão eclesial que percorre o texto da Fórmula de Vida, a qual conservou em todo tempo o esforço dos Carmelitas a favor da vida eclesial e da evangelização.


Tudo isto permitiu à comunidade eremítica do Carmelo não encerrar-se em si mesma num narcisismo conservador da própria escolha e do próprio estilo de vida. Os irmãos se abriram ao mundo e à história, sem perder, por isso, as próprias origens, seu DNA. Instigados pelo aumento de membros da comunidade, pela pressão sarracena e pela insegurança do lugar, decidiram iniciar a migração para o Ocidente, do qual procediam os primeiros peregrinos penitentes. Desta maneira, além das fundações na Terra Santa e em Chipre, formaram-se Carmelos na Sicília e na Itália (Messina e, depois, Pisa), na Inglaterra (Aylesford, em Kent, e Hulne, em Northumberland), em Provenza (Les Aygalades e Valenciennes), e na Alemanha (Colônia).

A Fórmula de Vida de Santo Alberto continuou modelando a vida dos irmãos e passou a ser Regra reconhecida e aprovada, com alguns importantes acréscimos e modificações do papa Inocêncio IV (01 de outubro de 1247). A essencialidade, a flexibilidade e o dinamismo deste tesouro fizeram dele uma referência capaz de oferecer alimento e inspiração a muitos grupos de fiéis, religiosos e leigos, que constituem a Família Carmelitana.

A carta entregue por Alberto aos irmãos eremitas que viviam junto à fonte de Elias completa agora mais de 800 anos, porém não perdeu absolutamente seu frescor, e, como um fruto em tempos de mudança, conseguiu adaptar-se a situações sempre novas, abertas à esperança de Deus para os homens.



LEGISLADOR DE NOSSA ORDEM


Festa na O.C.D.

Nasceu em meados do século XII, em Castro de Gualteri, diocese de Parma, Itália. Pediu sua admissão entre os cônegos regulares da Santa Cruz de Mortara e aí se tornou Prior, no ano 1180. Foi nomeado Bispo de Bobbio, em 1184 e a seguir de Vercelli, em 1191. Transferido para o patriarcado de Jerusalém em 1205, com a palavra e com o exemplo, mostrou-se autêntico pastor a serviço da paz. Durante seu patriarcado (1206-1214), reuniu em comunidade os eremitas do Monte Carmelo e escreveu-lhes uma Regra. Devendo repreender e depor por má conduta o administrador do Hospital do Espírito Santo, foi morto por ele no dia 14 de setembro de 1214, em São João de Acre.




Ofício das Leituras

Hino

Santo Alberto, nosso astro,

pastor e legislador,

ouve, benigno, teus filhos

a cantar o teu louvor.

 

Tu, núncio de paz serena,

fautor da concórdia obtida,

teus fiéis guias atento

e instruis com doutrina e vida.

 

Enchendo os confins da pátria

de odor da virtude e graça,

ilustras Jerusalém

com a glória que nunca passa.

 

Enquanto honras a Igreja

de alto cargo na missão,

aos teus irmãos do Carmelo

dás sábia legislação.

 

Pai e pastor piedoso

são títulos que te dão

na Ordem que, agora célebre,

elevas à perfeição.

 

Cumula-nos tu de frutos

de tão grande santidade

que, contigo, nós possamos

louvar pra sempre a Trindade.

 

Segunda Leitura

Da Regra de santo Alberto de Jerusalém, bispo, aos irmãos do Monte Carmelo.

(Arch. Vat., Reg. Vat. 21, f. 446r)

 

Exortações sobre a vida espiritual

Porque a vida do homem sobre a terra é uma contínua tentação e os que piamente querem viver em Cristo padecem perseguições e também porque o demônio, vosso adversário, como um leão rugindo, anda em continuado giro, buscando a quem devorar, procurai com o maior cuidado vestir-vos das armas de Deus para poderdes resistir a seus assaltos.

Cingi, pois, vossos corpos com o cinto da castidade e fortalecei vosso peito com pensamentos santos, pois está escrito: "A consideração santa te guardará". Deveis vestir a couraça da justiça para que, com todo o vosso coração, com toda a vossa alma e com toda a vossa fortaleza, ameis ao Senhor vosso Deus e ao próximo como a vós mesmos.

Em todas as ocasiões haveis de armar-vos com o escudo da fé, no qual possais rebater e extinguir os incendidos golpes do inimigo, pois, sem fé é impossível agradar a Deus. Ponde sobre vossas cabeças o capacete da salvação para que só do Salvador, que salva o seu povo de todos os pecados, espereis salvação. A espada, porém, do espírito, que é a Palavra de Deus, esteja sempre abundantemente em vossa boca e em vossos corações, e tudo quanto fizerdes, fazei-o em nome do Senhor.  

Recomenda o Apóstolo o silêncio quando nele mesmo manda trabalhar, assim como o Profeta testifica que o culto da justiça é o silêncio, e noutro lugar, "no silêncio e na esperança estará a vossa fortaleza", pois está escrito e ensina a experiência: "no muito falar não faltará pecado". E "quem é inconsiderado em suas palavras experimentará danos". E também: "Aquele que fala muito ofende a sua alma". E o Senhor diz no Evangelho: "De toda palavra ociosa que os homens disserem darão conta no dia do juízo". Faça, pois, cada um de vós uma balança para as suas palavras, e freios retos para a sua boca, a fim de não pecar e cair pela sua língua, de sorte que seja incurável e mortal a sua queda; guarde com o Profeta os seus caminhos para que não peque com a sua língua, e procure com diligência e cautela guardar o silêncio no qual  está todo o culto da Justiça.


 

Laudes

Hino

Cantemos hinos de louvor a Alberto,

herói, credor de nossa devoção.

Numa só voz o celebramos hoje,

com gratidão.

 

Bispo de raro e comprovado mérito,

pastor fiel que amou a toda gente,

levou-o à morte de martírio ilustre,

seu zelo ardente.

 

Os pais antigos de nossa Ordem santa,

esclarecido mestre e autorizado,

forma de vida e salutares normas

lhes há ditado.

 

Ele nos firme, agora, pois, guiado

do Santo Espírito espargiu fulgores

com que as campinas férteis do Carmelo

germinem flores.

 

Glória e poder demos a Deus somente

e, deste pai tão grande, ouvindo a prece,

nos encaminhe ao céu, àquela vida

que permanece.

 

Salmodia


Ant.1 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre o cimo da montanha.


Salmo 62(63),2-9

Sede de Deus

Vigia diante de Deus, quem rejeita as obras das trevas (cf. 1Ts 5,5).

2 Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! *
Desde a aurora ansioso vos busco!

= A minh’alma tem sede de vós, †
minha carne também vos deseja, *
como terra sedenta e sem água!

3 Venho, assim, contemplar-vos no templo, *
para ver vossa glória e poder.

4
 Vosso amor vale mais do que a vida: *
e por isso meus lábios vos louvam.

5 Queropois, vos louvar pela vida, *
e elevar para vós minhas mãos!

6 A minh’alma será saciada, *
como em grande banquete de festa;

– canta a alegria em meus lábios, *
ao cantar para vós meu louvor!

7 Penso em vós no meu leito, de noite, *
nas vilias suspiro por vós!

8 Para mim fostes sempre um socorro; *
de vossas asas à sombra eu exulto!

9
 Minha alma se agarra em vós; *
com poder vossa mão me sustenta.


Ant.1 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre o cimo da montanha.

Ant. 2 Brilhe aos homens vossa luz; vendo eles vossas obras, dêem glória ao Pai celeste.


Cântico Dn 3,57-88.56

Louvor das criaturas ao Senhor

Louvai o nosso Deus, todos os seus servos (Ap 19,5).

57 Obras do Senhor, bendizei o Senhor, *
louvai-o e exaltai-o pelos culos sem fim!

58 Céus do Senhor, bendizei o Senhor! *
59 An
jos do Senhor, bendizei o Senhor!

(R. Louvai-o e exaltai-o pelos culos sem fim!
Ou:
R. A Ele glória e louvor eternamente!)

60 Águas do alto céu, bendizei o Senhor! *
61 Potências do Senhor, bendizei o Senhor!
62 Lua e sol, bendizei o Senhor! *
63 As
tros e estrelas, bendizei o Senhor!

(R.)

64 Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor! *
65 Brisas e ventos, bendizei o Senhor!
66 Fogo e calor, bendizei o Senhor! *
67 Fri
o e ardor, bendizei o Senhor!

(R.)

68 Orvalhos e garoas, bendizei o Senhor! *
69 Geada e frio, bendizei o Senhor!
70 Gelos e neves, bendizei o Senhor! *
71 Noi
tes e dias, bendizei o Senhor!

(R.)

72 Luzes e trevas, bendizei o Senhor! *
73 Raios e nuvens, bendizei o Senhor!
74 Ilhas e terra, bendizei o Senhor! *
Louvai-o e exaltai-o pelos culos sem fim!

(R.)

75 Montes e colinas, bendizei o Senhor! *
76 Plantas da terra, bendizei o Senhor!
77 Mares e rios, bendizei o Senhor! *
78 Fon
tes e nascentes, bendizei o Senhor!

(R.)

79 Baleias e peixes, bendizei o Senhor! *
80 Pássaros do céu, bendizei o Senhor!
81 Feras e rebanhos, bendizei o Senhor! *
82 Fi
lhos dos homens, bendizei o Senhor!

(R.)

83 Filhos de Israel, bendizei o Senhor! *
Louvai-o e exaltai-o pelos culos sem fim!
84 Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor! *
85 Ser
vos do Senhor, bendizei o Senhor!

(R.)

86 Almas dos justos, bendizei o Senhor! *
87 Santos e humildes, bendizei o Senhor!
88 Jovens Misael, Ananias e Azarias, *
louvai-o e exaltai-o pelos culos sem fim!

(R.)

– Ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo *
louvemos e exaltemos pelos culos sem fim!
56 Bendito sois, Senhor, no firmamento dos céus! *
Sois digno de louvor e de glória eternamente!

(R.)

No fim deste cântico não se diz Glória ao Pai.


Ant. 2 Brilhe aos homens vossa luz; vendo eles vossas obras, dêem glória ao Pai celeste.

Ant. 3 A palavra de Deus é viva e eficaz; mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes.


Salmo 149

A alegria e o louvor dos santos

Os filhos da Igreja, novo povo de Deus, se alegrem no seu Rei Cristo Jesus (Hesíquio).

1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, *
e o seu louvor na assembleia dos fiéis!

2 Alegre-se Israel em Quem o fez, *
e Sião se rejubile no seu Rei!

3
 Com danças glorifiquem o seu nome, *
toquem harpa e tambor em sua honra!

4 Porque, de fato, o Senhor ama seu povo *
e coroa com vitória os seus humildes.

5 Exultem os fiéis por sua glória, *
e cantando se levantem de seus leitos,

6
 com louvores do Senhor em sua boca *
e espadas de dois gumes em sua mão,

7 para exercer sua vingança entre as nações *
e infligir o seu castigo entre os povos,

8 colocando nas algemas os seus reis, *
e seus nobres entre ferros e correntes,

9
 para aplicar-lhes a sentença já escrita

Ant. 3 A palavra de Deus é viva e eficaz; mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes.

 

Leitura breve           1-1b 13,7-9a

Lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a palavra de Deus, e, considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé. Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda eternidade. Não vos deixeis enganar por qualquer espécie de doutrina estranha.

 

Responsório Breve        (Cf. Is 62,6)

R. Colocastes sentinelas

* Vigiando vosso povo. R. Colocastes.

V. Anunciam dia e noite vosso nome, ó Senhor. 

* Vigiando. Glória ao Pai. R. Colocastes.

 

Cântico Evangélico

Ant. "Todo o que tiver o zelo da Lei, siga-me!". Muitos que amavam a justiça e o direito desceram ao deserto.

 

Preces

Louvemos a Cristo, vigilante Pastor de nossas almas, que ama o seu povo. Pondo nele nossa esperança, supliquemos-lhe:

R. Protegei, Senhor, o vosso povo!

Acolhei, Senhor, as nossas orações e os nossos propósitos,

— como primícias deste novo dia. R.

Fazei, Senhor, que vivamos inspirados pela nossa Regra,

— para dar testemunho de vosso amor diante de todos. R.

Concedei-nos a graça de vos amar, para que sejamos transformados pelo Amor,

— e a graça de praticar o bem, para que nossa vida vos glorifique. R.

Fazei com que vossos servos guardem fielmente os vossos preceitos

— e vos procurem de todo o coração. R.

Ensinai-nos o caminho que conduz ao cimo do Carmelo,

— para que vos sirvamos com o coração puro e reta consciência. R.

(intenções livres)

Pai nosso…

 

Oração

Ó Deus, que por intermédio de santo Alberto nos destes uma forma de vida evangélica, para conseguirmos de modo perfeito a caridade, concedei-nos que, por sua intercessão, vivamos consagrados a Jesus Cristo e sejamos fiéis em servi-lo até a morte. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Hora Média

Oração das Doze Horas

 

Leitura breve           2Tm 3,12.14-15

Todos os que quiserem levar uma vida fervorosa em  Cristo Jesus, serão perseguidos. Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade; tu sabes de quem o aprendeste. Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus.

 

V. Praticai o que ouvistes de mim

R. E vivei com fé e amor em Cristo Jesus.

 

Oração

Ó Deus, que por intermédio de santo Alberto nos destes uma forma de vida evangélica, para conseguirmos de modo perfeito a caridade, concedei-nos que, por sua intercessão, vivamos consagrados a Jesus Cristo e sejamos fiéis em servi-lo até a morte. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Vésperas

 

Hino

Cantemos hinos de louvor a Alberto,

herói, credor de nossa devoção.

Numa só voz o celebramos hoje,

com gratidão.

 

Bispo de raro e comprovado mérito,

pastor fiel que amou a toda gente,

levou-o à morte de martírio ilustre,

seu zelo ardente.

 

Os pais antigos de nossa Ordem santa,

esclarecido mestre e autorizado,

forma de vida e salutares normas

lhes há ditado.

 

Ele nos firme, agora, pois, guiado

do Santo Espírito espargiu fulgores

com que as campinas férteis do Carmelo

germinem flores.

 

Glória e poder demos a Deus somente

e, deste pai tão grande, ouvindo a prece,

nos encaminhe ao céu, àquela vida

que permanece.

 

Salmodia

Ant.1 Sou ministro do Evangelho pela graça do Senhor.

 

Salmo 14(15)

– “Senhor, quem morará em vossa casa *

e em vosso Monte santo habitará?” –

– É aquele que caminha sem pecado *

e pratica a justiça fielmente;

– que pensa a verdade no seu íntimo *

e não solta em calúnias sua língua;

– que em nada prejudica o seu irmão, *

nem cobre de insultos seu vizinho;

– que não dá valor algum ao homem ímpio, *

mas honra os que respeitam o Senhor;

– que sustenta o que jurou, mesmo com dano; *

não empresta o seu dinheiro com usura,

– nem se deixa subornar contra o inocente. *

Jamais vacilará quem vive assim!

 

Ant. Sou ministro do Evangelho pela graça do Senhor.

 

Ant.2 Eis o servo fiel e prudente,

a quem Deus confiou sua família.

 

Salmo 111(112)

– Feliz o homem que respeita o Senhor *

e que ama com carinho a sua lei!

– Sua descendência será forte sobre a terra, *

abençoada a geração dos homens retos!

– Haverá glória e riqueza em sua casa, *

e permanece para sempre o bem que fez.

– Ele é correto, generoso e compassivo, *

como luz brilha nas trevas para os justos.

– Feliz o homem caridoso e prestativo, *

que resolve seus negócios com justiça.

– Porque jamais vacilará o homem reto, *

sua lembrança permanece eternamente! –

– Ele não teme receber notícias más: *

confiando em Deus, seu coração está seguro.

– Seu coração está tranqüilo e nada teme, *

e confusos há de ver seus inimigos.

= Ele reparte com os pobres os seus bens, †

permanece para sempre o bem que fez, *

e crescerão a sua glória e seu poder.

= O ímpio, vendo isto, se enfurece, †

range os dentes e de inveja se consome; *

mas os desejos do malvado dão em nada.

 

Ant. Eis o servo fiel e prudente,

a quem Deus confiou sua família.

 

Ant.3 Minhas ovelhas ouvirão a minha voz,

e haverá um só rebanho e um só pastor.

 

Cântico               Ap 15,3-4

– Como são grandes e admiráveis vossas obras, *

ó Senhor e nosso Deus onipotente!

– Vossos caminhos são verdade, são justiça, *

ó Rei dos povos todos do universo!

(R. São grandes vossas obras, ó Senhor!)

= Quem, Senhor, não haveria de temer-vos, †

e quem não honraria o vosso nome? *

Pois somente vós, Senhor, é que sois santo! (R.)

= As nações todas hão de vir perante vós, †

e prostradas haverão de adorar-vos, *

pois vossas justas decisões são manifestas! (R.)

 

Ant. Minhas ovelhas ouvirão a minha voz,

e haverá um só rebanho e um só pastor.

 

Leitura breve              Tg 1,22-25

Sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Com efeito, aquele que ouve a Palavra e não a põe em prática é semelhante a uma pessoa que observa o seu rosto no espelho: apenas se observou, vai-se embora e logo esquece como era a sua aparência. Aquele, porém, que se debruça sobre a Lei da liberdade, agora levada à perfeição, e nela persevera, não como ouvinte distraído, mas praticando o que ela ordena, esse será feliz naquilo que faz.

 

Responsório Breve        Cf. 2Mc 15,14; Jo 10,11

R. Eis o amigo dos irmãos,

que intercede pelo povo. R. Eis o amigo.

V. Dedicou a sua vida em favor de seus irmãos.

* Que intercede. Glória ao Pai. R. Eis o amigo.

 

Cântico Evangélico

Ant. A Palavra de Cristo habite em vós ricamente: em ação de graças a Deus, cantai em vossos corações.

 

Preces

Louvor e glória a Cristo, que reconciliou o mundo com Deus e em cujo nome Alberto operou, como se Deus mesmo exortasse por meio dele. Sustentados por essa fé, imploremos:

R. Lembrai-vos, Senhor, de vossa família!

Ó Cristo, em cujo obséquio abraçamos a nossa vida religiosa,

— concedei-nos que vos sirvamos com coração puro e reta consciência. R.

Vós que nos destes nos nossos superiores ministros a serviço dos irmãos,

— fazei que vos reconheçamos nas suas palavras e exemplos. R.

Vós que nos chamastes a meditar dia e noite em vossa Lei,

— fazei que a Palavra de Deus esteja abundantemente em nossas bocas e em nossos corações. R.

Vós que nos recomendastes um silêncio repleto de vossa presença,

— persuadi-nos de que, no silêncio e na esperança, está a nossa fortaleza. R.

Vós que chamastes a vida do homem sobre a terra uma provação,

— sustentai os titubeantes, erguei os caídos, inundai-os com vosso Espírito. R.

(intenções livres)

Recomendamo-vos, Senhor, aqueles que nesta vida associastes à nossa família,

— que na Pátria celeste vos louvem eternamente. R.

Pai nosso…

 

Oração

Ó Deus, que por intermédio de santo Alberto nos destes uma forma de vida evangélica, para conseguirmos de modo perfeito a caridade, concedei-nos que, por sua intercessão, vivamos consagrados a Jesus Cristo e sejamos fiéis em servi-lo até a morte. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


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